9/10/07
Munique e Maquiavel
Ao assistir o filme Munique, um dos principais pensadores que me vem à mente é Maquiavel e a sua leitura de conquista e manutenção do poder polÃtico, em“O PrÃncipe”. Ao separar a ética da polÃtica o pensador florentino se contrapõe à idéia vigente baseada em Aristóteles, para quem a polÃtica era uma extensão da ética, sendo as coisas vistas em termos claros, de certo e errado, justo e injusto, correto e incorreto. Para ajudar na compreensão da relação do pensamento de Maquiavel com o que é retratado na pelÃcula, basta perceber que a resposta à questão não é tratada do ponto de vista ético, mas sim do ponto de vista cirúrgico, ou seja extirpar o mal para manter o Poder. Para ilustrar, uma frase do pensador florentino: “os povos revoltados devem ser amputados antes que infectem o estado inteiro”. O filme em questão trata do ataque terrorista realizado pelo grupo palestino Setembro Negro, que invadiu a Vila OlÃmpica e matou os integrantes da equipe atlética israelense. Pouco depois o Estado de Israel resolve contra-atacar, envia Avner (Eric Bana), agente do Mossad, e seu grupo para eliminar onze homens apontados como responsáveis pelo atentado. A atitude “cirúrgica”, com o desenrolar da trama, parece incomodar Avner.
Revista Filosofia, Ciência & Vida ANO II, nº 15
Ficha Técnica
TÃtulo Original: Munich
Gênero: Drama
Ano de Lançamento (EUA): 2005
Direção: Steven Spielberg
Dica: Ocorreu no perÃodo de 7 a 12 de agosto de 2007, o XI Festival de Cinema JudaÃco de São Paulo. Onde foram apresentados 42 filmes que retratam a diversidade da cultura judaica no mundo todo. Destaco o filme Ponto de Encontro (2006) de Ronit Avni, onde israelenses e palestinos que perderam seus parentes nos confrontos juntaram-se para buscar a paz entre os povos.site www.fcjsp.com.br

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