Filosofia e Cinema

Artigos que são publicado na coluna “Para Refletir” da Revista “Filosofia, Ciência & Vida” da Ed. Escala

25/2/08

Tapete Vermelho para a cultura

Cultura, em uma de suas definições significa cultivar o solo, uma feliz analogia é o filme Tapete Vermelho. A película relata a saga do caipira Quinzinho (Matheus Nachtergaele) para cumprir uma promessa feita ao seu falecido pai: levar o filho Neco (Vinícius Miranda) ao cinema para assistir a um filme de Mazzaropi, assim como seu pai havia feito com ele. Nesse périplo Quinzinho irá se deparar com uma realidade distinta da que vivenciou anteriormente. O filme rotulado por comédia perpassa em seu enredo problemas sociais como a truclência da polícia, menores abandonados, a questão do latifúndio e principalmente a aculturação. provocar o riso é a postura filosófica do filme diante da realidade. A circunstãncia mudou: os cinemas nas cidades não mais existem, transformaram-se em drogarias, lojas, estacionamentos e igreja. Ortega y Gasse, filósofo espanhol já afirmava: "eu sou eu e minhas circunstãncias e se não salvo a ela, não salvo a mim". Quinzinho, sua esposa Zulmira (Gorete Milagres) e Neco, em sua viagem resgatam a nossa alma caipira.

Revista Filosofia, Ciência & Vida ANO II, nº 18

FICHA TÉCNICA

Título Original: Tapete Vermelho

Gênero: Comédia

Tempo de Duração: 100 minutos

Origem: Brasil - 2006

Direção: Luíz Alberto Pereira

 

criado por filosofiacinema    11:55 — Arquivado em: Sem categoria

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