Filosofia e Cinema

Artigos que são publicado na coluna “Para Refletir” da Revista “Filosofia, Ciência & Vida” da Ed. Escala

24/2/09

Um corpo e os Conflitos Religiosos

As religiões abraâmicas são aquelas que possuem a figura do patriarca Abraão como referencia. São elas: o Judaísmo, o Catolicismo e o Islamismo. Esse pequeno preâmbulo é para situar o filme. O Corpo, que retrata a descoberta feita pela arqueóloga israelense Sharon Golban (Olivia Williams) de um esqueleto que apresenta sinais de crucificação, além das mesmas características dos traumas sofridos por Jesus. Essa descoberta, se for verdade, produzirá enorme impacto no mundo cristão. O Vaticano indica o padre Matt Gutiérrez (Antnio Banderas), um ex-guerrilheiro do serviço de inteligência para, junto com a arqueóloga, descobrir a verdadeira identidade do esqueleto. Os líderes das religiões citadas buscam tirar proveito político do achado. Se você se encontrasse nesa situação, o que faria? anunciaria a descoberta? passaria o problema para que outra pessoa ou instituição religiosa resolvesse? você teria argumentos para justificar suas atitudes?

Dica: Jesus dentro do judaísmo de James H. Charlesworth. Rio de Janeiro: Imago, 1992.

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano III, n° 31

Ficha Técnica
Título Original: The Body
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2001
Direção: Jonas McCord

Elenco
Antonio Banderas (Padre Matt)
Olivia Williams (Sharon)
Yoav Dekelbaum (Avi)
Joni Nykänen Derek Jacobi
Mohammed Bakri
Makram Khoury
Sami Samir
John Shrapnel
John Wood

criado por filosofiacinema    12:45 — Arquivado em: Sem categoria

19/2/09

A verdade de Mel Gibson

A Filosofia prima pela busca da verdade e por seu abandono das opiniões alheias, pois destas se tornaria escrava. Estas são duas máximas defendidas pelo filósofo pré-socrático Parmênides de Eléia (530-460 a.C.). O cinema, parafraseando Jean-Claude Bernadet, busca reproduzir a própria visão do homem sobre a realidade. Assim,  quando citamos esses dois filmes do diretor Mel Gibson, A Paixão de Cristo e Apocalypto, e os relacionamos com esse pressuposto da busca pela verdade, é porque neles o diretor procurou aproximar-se ao máximo dos fatos ocorridos (mais no primeiro do que no segundo filme); contudo, o alerta de Bernadet se faz presente. É a visão de Gibson sobre os fatos. Em ambos os filmes é possível realizar uma reciprocidade, acreditando que nos mostrar Cristo (James Caviezel) falando aramaico e Pata de Jaguar (Rudy Youngblood) falando maia e yucateca torna possível essa vivência. Assim, fantasia ou não, com detalhes como esse, a realidade se impõe com toda a força.

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano III, n° 30

 

 

FICHA TÉCNICA - A PAIXÃO DE CRISTO

Título Original: The Passion of the Christ
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: (EUA) 2004
Duração:126 minutos
Direção: Mel Gibson

Elenco 
James Caviezel (Jesus Cristo)
Maia Morgenstern (Maria)
Monica Bellucci (Maria Madalena)
Hristo Jivkov (João)
Hristo Shopov (Pôncio Pilatus)
Rosalinda Celentano (Satã)
Francesco Cabras (Gesmas)
Claudia Gerini (Esposa de Pilatus)
Sergio Rubini (Dismas)
Danilo Maria Valli (Lázaro)
Matti Sbraglia (Caifás)

 

FICHA TÉCNICA - APOCALYPTO

Título Original: Apocalypto
Gênero: Aventura
Ano de Lançamento: (EUA) 2006
Duração:139 minutos
Direção: Mel Gibson

Elenco 
Rudy Youngblood (Jaguar Paw)
Dalia Hernandez (Seven)
Jonathan Brewer (Blunted)
Morris Birdyellowhead (Flint Sky)
Carlos Emilios Baez (Turtles Run)
Ramirez Amilcar (Culr Nose)
Israel Contreras (Smoke Frog)
Israel Rios (Cocoa Leaf)
Maria Isabel Diaz (Sogra)
Iazua Larios (Sky Flower)
Raoul Trujillo (Zero Wolf)
Gerard Taracena (Middle Eye)
Rodolfo Palacios (Snake Ink)
Mayra Serbulo
Espiridion Acosta Cache

criado por filosofiacinema    16:17 — Arquivado em: Sem categoria

Olga - muitas paixões numa só vida

Ao final da Segunda Guerra Mundial até os anos 80 do século XX, o mundo esteve dividido em dois grandes blocos político-econômicos, o capitalismo e o comunismo. O primeiro, capitaneado pelos Estados Unidos eo segundo pela União Soviética. Fundamentado em Karl Marx, com adequações de Lênin e, posteriormente, Stálin, o comunismo pretendia ser o regime vigente em todo o mundo. No Brasil, uma referência era Luis Carlos Prestes (1898-1990), militar e líder comunista que inicia sua militância em 1928, quando exilado na Argentina, onde aprende as teorias marxistas. Em 1931, segue para a União Soviética, retornando incognito ao Brasil em 1934, com a missão de liderar uma revolução armada no país. Acompanhava-o Olga Benário (1908-1943), uma mulher comunista, judia e apaixonada. Assim retrata o diretor Jayme Monjardin em seu filme. Ali temos a história de Olga Benário Prestes (Camila Morgado) e de seu envolvimento político e amoroso, com Luis Carlos Prestes (Caco Ciocler). Desde o fracasso da revolução à sua deportação grávida para a Alemanha nazista, e sua morte na câmara de gás no campo de concentração em Ravensbrück. O filme, que retrata um importante período da história, provoca a reflexão sobre temas ainda atuais com a Ética e tolerância. “Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo” disse Olga em sua última carta dirigida a Anita, sua filha, e a Prestes.

Dica: Olga de Fernando de Morais. Ed. Companhia das Letras

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano III, n° 29

FICHA TÉCNICA

Título Original: Olga
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: (Brasil) 2004
Duração:114 minutos
Direção: Jayme Monjardin

Elenco 
Camila Morgado (Olga Benário Prestes) 
Caco Ciocler (Luis Carlos Prestes)

criado por filosofiacinema    15:55 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:
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