Filosofia e Cinema

Artigos que são publicado na coluna “Para Refletir” da Revista “Filosofia, Ciência & Vida” da Ed. Escala

2/6/09

O caminho mais curto para a paz

Quando Gandhi (Ben Kingsley) lançou os alicerces da não-violência como meio de alcançar a independência da Índia, baseou essa prática, entre tantas fontes, nos ensinamentos de Henry David Thoureau sobre a desobediência civil. Através da palavra do pensador norte-americano É preferível cultivar o respeito do bem que o respeito pela lei.” percebe-se como a não-violência foi a melhor estratégia e arma utilizada por Gandhi. O filme de Attenborough retrata a vida de Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), desde o inicio de sua militância política na África do Sul, no início do século XX, até seus momentos finais, quando é assassinado. Mostra, de forma resumida, como uma pessoa de classe abastarda na Índia, formado numa das melhores faculdades de direito da Inglaterra irá se tornar um “faquir despido”, como nos falou Winston Churchill. Entre seus inúmeros ensinamentos, Gandhi nos diz que “O método da não-violência pode parecer demorado, muito demorado, mas eu estou convencido de que é o mais rápido.”

 

Dicas: A DESOBEDIÊNCIA CIVIL, Henry David Thoureau, Ed. L&PM e  AUTOBIOGRAFIA: Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade, M.K. Gandhi, Ed. Palas Athenas

 

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano III, n° 34

 

 

Ficha Técnica
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 188 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra / Índia): 1982
Direção: Richard Attenborough

 

Elenco

Ben Kingsley (Mohandas Karamchand Gandhi “Bapu”)
Candice Bergen (Margaret Bourke-White)

Edward Fox (General Reginald Dyer)
John Gielgud (Lorde Irwin)
Trevor Howard (Juiz Broomfield)
John Mills (Lorde Chelmsford)
Martin Sheen (Vince Walker)
Ian Charleson (Reverendo Charlie Andrews)
Athol Fugard (General Jan Christiaan Smuts)
Günther Maria Halmer (Dr. Herman Kallenbach)
Saeed Jaffrey (Sardar Valabhhai Patel)
Geraldine James (Meerabahen)
Alyque Padamsee (Mohammed Ali Jinnah)
Amrish Puri (Khan)
Roshan Seth (Pandit Jawaharlal Nehru)
Rohini Hattangadi (Sra. Kasturba M. Gandhi)
Ian Bennen (Oficial Fields)
Richard Griffiths (Collins)
Nigel Hawthorne (Kinnoch)
Michael Hordern (Sir George Hodge)
Shreeram Lagoo (Prof. Gokhale)
Om Puri (Nahari)
Daniel Day-Lewis (Colin)
John Ratzenberger (Tenente americano)
John Boxer

criado por filosofiacinema    2:16 — Arquivado em: Sem categoria

Mundo Lixo

Certa vez, conversando como prof. Aziz Ab’Saber, ele contou a lenda de um povo que sucumbiu pelo detrito que produzia, só restando como herança cultural dessa comunidade o entulho. O filme “Wall-E” retrata essa possibilidade. Durante gerações o homem foi consumindo e descartando, criando montanhas e montanhas de lixo. Como solução o presidente mundial opta por presentear a humanidade com um cruzeiro intergaláctico, enquanto os robôs cuidam de tentar salvar a Terra. Por sinal, o mundo se tornou uma grande empresa “Buy N Large” algo como compra grande, e de certa forma como parte do que adquirimos se transforma em dejetos, grande compras resultam montanhas de lixo. Wall-E, é a sigla para (Waste Allocation Load Lifter Earth-Class, uma tradução livre seria ”Guindaste de Carga e Distribuição de Dejetos Classe-Terra”), o último robô que se mantém em funcionamento graças a sua função de auto-conserto, tem por função compactar todo o lixo deixado pela humanidade. Um ficção não muito longe da realidade.

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano III, n° 33

Título original: Wall-E
Gênero: Animação
Ano: 2008 (Estados Unidos)
Diretor: Andrew Stanton

 

 

criado por filosofiacinema    1:17 — Arquivado em: Sem categoria

Uma pirueta, duas piruetas… Marx e Os Trapalhões

Nos últimos anos da ditadura militar brasileira, Os Trapalhões – os artistas, não os militares – resolveram fazer um filme, adaptação da peça teatral “Os Saltimbancos” de Chico Buarque, Sérgio Badotti e Luiz Enríquez Bacalov. O filme relata a história de quatro funcionários humildes (Didi, Dedé, Zacarias e Mussum) que, sem saberem, se tornam a principal atração do circo Bartolo. Barão (Paulo Fortes), dono do circo, conhecedor da importância deles, se utiliza da ingenuidade destes para lucrar cada vez mais, sem repartir com quem lhe proporcionava a riqueza. Assim como na peça, o filme critica, nas entrelinhas, o regime ditatorial da época e, de certa forma, a sociedade capitalista. Os trapalhões que eram criticados por seu humor pastelão apolítico começaram a ser visto com outros olhos pelos intelectuais da oposição. Interessante é ver uma cena onde os quatro picham uma parede com algumas palavras ainda muito atuais: “saúde”, “educação”.  A música de Chico Buarque coroa um dos melhores filmes do quarteto.

 

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano III, n° 32

 

 

Título Original: Os Saltimbancos Trapalhões
Gênero: Infantil
Duração: 95 min.
Lançamento (Brasil): 1981
Direção: J.B. Tanko
Música: Chico Buarque, Sérgio Bardotti e Luiz Bacalov

criado por filosofiacinema    1:00 — Arquivado em: Sem categoria
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://filosofiacinema.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.