Filosofia e Cinema

Artigos que são publicado na coluna “Para Refletir” da Revista “Filosofia, Ciência & Vida” da Ed. Escala

2/6/09

Uma pirueta, duas piruetas… Marx e Os Trapalhões

Nos últimos anos da ditadura militar brasileira, Os Trapalhões – os artistas, não os militares – resolveram fazer um filme, adaptação da peça teatral “Os Saltimbancos” de Chico Buarque, Sérgio Badotti e Luiz Enríquez Bacalov. O filme relata a história de quatro funcionários humildes (Didi, Dedé, Zacarias e Mussum) que, sem saberem, se tornam a principal atração do circo Bartolo. Barão (Paulo Fortes), dono do circo, conhecedor da importância deles, se utiliza da ingenuidade destes para lucrar cada vez mais, sem repartir com quem lhe proporcionava a riqueza. Assim como na peça, o filme critica, nas entrelinhas, o regime ditatorial da época e, de certa forma, a sociedade capitalista. Os trapalhões que eram criticados por seu humor pastelão apolítico começaram a ser visto com outros olhos pelos intelectuais da oposição. Interessante é ver uma cena onde os quatro picham uma parede com algumas palavras ainda muito atuais: “saúde”, “educação”.  A música de Chico Buarque coroa um dos melhores filmes do quarteto.

 

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano III, n° 32

 

 

Título Original: Os Saltimbancos Trapalhões
Gênero: Infantil
Duração: 95 min.
Lançamento (Brasil): 1981
Direção: J.B. Tanko
Música: Chico Buarque, Sérgio Bardotti e Luiz Bacalov

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